O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou que a decisão do Senado que rejeitou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal deve ser respeitada, mas apontou que a "história fará justiça" à trajetória do ministro.
E seu perfil no X, Gilmar "prestou reconhecimento" a Messias. Classificou o AGU como um dos "maiores juristas da história recente do Brasil" e afirmou que sua trajetória é marcada por "dignidade, retidão e dedicação ao serviço público".
— Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição — frisou.
Segundo Gilmar, Messias se portou com "coragem, dignidade e humildade" durante a campanha para a sabatina no Senado. O decano anotou que o ministro se submeteu a "rigoroso escrutínio público" e foi alvo de "graves ataques à sua honra".
— A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições. O Brasil ganha em tê-lo onde estiver — indicou.
Ao tratar da decisão do Senado, o ministro do STF indicou que a Casa Legislativa exerceu sua "prerrogativa constitucional" e friso que a missão de deliberar sobre os indicados à Corte máxima "deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo".
O decano do STF foi um dos ministros que atuou, nos bastidores, por uma aprovação de Messias à Corte máxima. Outro ministro que também entrou em campo durante a campanha de Messias foi André Mendonça, considerado o maior fiador do AGU. Ainda nesta quarta, que lamentou a decisão do Senado que rejeitou no nome de Messias, afirmando que ele preenche todos os requisitos para ser ministro do Tribunal.
"Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF", escreveu Mendonça no X.