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Governo Milei diz que não havia impedimento legal para ingresso de Flávio no país, e funcionário indica ajuda oficial

Governo Milei diz que não havia impedimento legal para ingresso de Flávio no país, e funcionário indica ajuda oficial

O governo argentino sinalizou apoio à fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e indicou que houve uma atuação para a saída do ex-candidato à Presidência do Brasil. A Direção Nacional de Migrações do governo da Argentina afirmou que não havia impedimento legal para ingresso do candidato derrotado no país e o diretor nacional de Comunicação Digital Juan Pablo Carreira disse que o governo de Javier Milei é o mais corajoso da história.

"Flávio Bolsonaro está a salvo das garras do comunismo que querem meter presos a todos os opositores, e agora vai poder seguir a luta desde os Estados Unidos em vez desde uma cela em Brasília como o pai dele", escreveu Juan na rede social X.

O departamento publicou uma nota durante a madrugada, na qual informou que Flávio entrou na Argentina às 22h50 pela fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, junto com a mulher e as duas filhas.

"Que o fizeram com documentação de viagem válida, sem qualquer impedimento legal para entrar no país. Além disso, os trânsitos foram registrados pela autoridade competente sem incidentes", informou. O senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano. Em seguida. Flávio embarcou rumo a Guayaquill, no Equador, e em seguida para Miami, nos Estados Unidos, onde ele chegou na manhã desta quarta-feira.

Juan disse, ainda, que Flávio "não está condenado, não tem mandado de prisão nem alerta vermelho da Interpol, entrou e saiu do país de maneira totalmente legal".

Jornais argentinos como o La Nacion publicaram que Santiago Caputo, assessor direto do presidente, esteve aeroporto de Puerto Iguazú como o contato oficial com Flávio.

A Polícia Federal ainda não sabe qual foi rota feita por Flávio para deixar o país. Uma ação de aliados na última terça-feira, incluindo familiares, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que também está nos EUA, ajudou a despistar a fuga de Flávio, como mostrou a coluna de Bela Megale. Enquanto a imprensa noticiava que ele já havia deixado o Brasil, ele ainda estava em solo brasileiro.

Na segunda-feira, o senador foi intimado pela Polícia Federal para entregar seus passaportes em 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da própria PF. No mesmo despacho, Moraes proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz.

Os dois são investigados em um inquérito na Corte por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Tomaz está fora do país desde agosto, segundo a PF.

Na ocasião, Flávio gravou um vídeo dizendo que não iria fugir. Entretanto, não entregou os passaportes, que foram cancelados, e fugiu no dia seguinte.

Ainda na terça-feira, o governo americano já havia indicado que concederia vistos de entrada para Flávio e sua família. Questionado, o presidente americano Donald Trump que permitiria a entrada dos Bolsonaros nos Estados Unidos porque eles são “pessoas decentes” e a eleição de domingo “foi terrível”. Os Estados Unidos estariam cientes da planejada fuga de Flávio do Brasil.