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Jaques Wagner desafiou opositores a provarem investigações contra ele dois dias antes de sofrer buscas da PF

Jaques Wagner desafiou opositores a provarem investigações contra ele dois dias antes de sofrer buscas da PF

O senador Jaques Wagner (PT-BA) desafiou opositores a provarem a existência de investigações contra ele no âmbito do caso Master em discurso no Senado dois dias antes de ser alvo de buscas da corporação. Na ocasião, o petista também prestou solidariedade a Davi Alcolumbre (União), após uma reportagem da revista Veja associar o presidente do Senado e o PT da Bahia ao caso do Banco Master.

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— Já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre Vossa Excelência (em referência a Alcolumbre) ou sobre o meu comportamento e o do ex-governador Rui Costa — diz Jaques Wagner.

Jaques Wagner prestou solidariedade a Alcolumbre por reportagem

Um recorte da declaração do petista foi publicado nas redes sociais de Jaques Wagner na terça feira. Na legenda, o parlamentar afirmou que repudia acusações contra o PT da Bahia e que a "verdade sempre vencerá!".

'Vantagens econômicas'

A PF apontou nesta quinta-feira que o senador foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.

Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master - como ele mesmo chamou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira em fevereiro deste ano.

O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na Operação de hoje.

A PF identificou uma mensagem em que o petista envia a Lima detalhes sobre um apartamento que ele estaria interessado em adquirir em Salvador. "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões", escreveu ele. A mensagem é datada de novembro de 2024.

Em outra conversa, a PF diz que Wagner pediu a Lima ingressos no valor de R$ 63,3 mil para o show de uma cantora internacional que seria realizado na Califórnia. Em mensagem remetida em novembro de 2023, o petista questiona Lima sobre os "ingressos de sábado", ao que ele responde: "Pronto amigo. Seguem os dois. Abs".

A PF também aponta o "uso gratuito" por Wagner de aeronaves ligadas a Lima. Em um desses voos, ocorrido em outubro de 2023, o empresário coloca um jatinho à disposição do petista para que ele viajasse com a família de Salvador à "Ilha da Paixão", que pertencia ao ex-sócio do Master.

Em outro episódio, em abril de 2024, o senador pede ao empresário o contato do piloto para um deslocamento ao Rio de Janeiro.

Essas suspeitas foram indicadas pela PF e constam da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que expediu os mandados nesta quinta-feira. Segundo o despacho, Wagner recebeu as "vantagens" em troca da sua atuação no Congresso Nacional em favor do Master.

Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as ações da PF hoje como "desnecessárias", pois ele já estaria à disposição das autoridades "há seis meses".

"De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz o texto.

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