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Líder do PL diz esperar que Castro 'mostre sua inocência' após ser alvo de operação da PF no Rio

Líder do PL diz esperar que Castro 'mostre sua inocência' após ser alvo de operação da PF no Rio

O líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que tem expectativa para que Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, "apresente sua defesa e mostre sua inocência". A declaração foi feita durante o cumprimento de uma agenda no quartel-general da Polícia Militar do Rio ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem sido pressionado pela veiculação dos áudios enviados para o banqueiro Daniel Vorcaro para a cobrança de dinheiro.

— Eu não vi o mérito da busca de apreensão, mas esperamos que ele possa ter seu amplo direito de defesa garantido e que ele possa apresentar sua defesa e mostrar sua inocência. É o que nós aguardamos com muita expectativa — respondeu Sóstenes ao ser questionado pelo GLOBO sobre Castro.

Na ocasião, o deputado evitou afirmar que a operação provocaria um impacto na pré-candidatura de Castro ao Senado neste ano. O ex-mandatário foi lançado como candidato na chapa que será encabeçada pelo presidente da Alerj, o deputado estadual Douglas Ruas, que concorrerá ao comando do governo.

— Existem candidaturas que, quanto mais são perseguidas, mais se fortalecem. Então, acho que isso vai depender muito do candidato. Essa é uma decisão de foro íntimo, pessoal. Se me perseguissem, aí é que eu seria candidato em dobro. Esse é o fato que a gente tem de aguardar — disse Sóstenes.

O líder do PL também saiu em defesa de Flávio Bolsonaro, atribuindo o vazamento dos áudios mandados pelo senador a Vorcaro, cobrando dinheiro para o financiamento do filme "Dark Horse", como uma tentativa de "ataque" do governo ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

— Já estamos avisados de que outros três ataques, iguais ou maiores, virão, porque é típico da esquerda querer manchar os outros com a própria lama. Então, estamos preparados. Temos de nos organizar para seguir em frente, sem ficar olhando para o episódio e tirar lições do que passou.

Abalo da relação entre o bolsonarismo e Zema

Questionado sobre o status da relação entre o bolsonarismo o e o Novo no momento, depois da reação do ex-governador Romeu Zema (Novo) à veiculação dos áudios de Flávio, Sóstenes respondeu que tem sido "pressionado" por parlamentares por uma ruptura das alianças entre os partidos.

Ele também relembrou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também tem sido "atacado" pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP). O líder do PL disse que o tema será discutitdo na semana que vem com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mas disse que "não está na hora de tomar decisão nenhuma".

— Política não se faz no campo das emoções. Acho que é preciso usar muito a razão para fazer política. Fui pressionado, sim, por vários parlamentares que queriam que suspendêssemos as alianças que temos no campo majoritário em alguns estados. Conversei com o presidente Valdemar e ele, como um homem muito equilibrado e experiente na política, disse apenas: ‘Vamos avaliar".

Mais cedo, Flávio classificou a reação de Zema como "precipatada" e disse que ele "merecia, ao menos da parte dele, o benefício da dúvida". Como mostrou o GLOBO, o caso mobilizou reações dos irmãos do senador, Eduardo e Castro, e de diretório do Novo na região Sul do país, que mantém alianças com o PL.

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