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Lula chama ministros da Saúde do governo Bolsonaro de 'mequetrefes' durante sanção de estratégia para setor

Lula chama ministros da Saúde do governo Bolsonaro de 'mequetrefes' durante sanção de estratégia para setor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira. Durante a cerimônia de sanção da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, no Palácio do Planalto, Lula classificou como "mequetrefes" os três ministros da Saúde da gestão anterior ao elogiar o atual titular da pasta, Alexandre Padilha.

— Se fizer uma comparação, vendo você (Padilha) falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, eu vou dizer que esse país fez um revolução — disse o presidente.

A cerimônia reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas do governo. Além de Padilha, participaram a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

A lei sancionada cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estabelecendo diretrizes para ampliar a capacidade nacional de produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, de autoria do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho e tem como objetivo reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e fortalecer a produção nacional no setor de saúde.

A estratégia nacional terá como diretrizes:

  • Fortalecimento do SUS;
  • Garantia de acesso a tecnologias de saúde;
  • Capacitação de recursos humanos;
  • Prevenção e combate a epidemias;
  • Incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;
  • Inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras;
  • Uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local.

Os objetivos incluem:

  • Reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS;
  • Ampliar o acesso universal à saúde;
  • Impulsionar a pesquisa e a inovação;
  • Modernizar o parque industrial da saúde;
  • Alcançar autossuficiência na cadeia produtiva;
  • Estimular investimentos; e
  • Preparar o sistema para emergências de saúde pública.

Segundo o projeto, as empresas que desejarem se qualificar como “empresa estratégica de saúde” (EES) deverão atender a condições mínimas, como:

  • Terem como finalidade social a realização de atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde;
  • Disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES);
  • Apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação; e
  • Terem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil.

Essas empresas terão prioridade em questões regulatórias, em chamamentos públicos e processos seletivos relacionados à pesquisa, desenvolvimento, inovação ou produção, além de acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES.