UNO MEDIA

Lula prepara defesa da soberania e recados contra interferência externa em discurso na ONU

Lula prepara defesa da soberania e recados contra interferência externa em discurso na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, com uma defesa da soberania brasileira e recados contra tentativas de interferência externa nas instituições democráticas e nas eleições do país. A fala, segundo aliados, deve combinar firmeza com linguagem diplomática, sem ataques ou referências nominais a alvos das críticas.

  • Quer acompanhar de perto o noticiário das eleições? Participe da comunidade do GLOBO no WhatsApp
  • Faça o teste do GLOBO e descubra: Com qual candidato a senador do Rio e de SP você mais se identifica?

O Brasil será o primeiro país a discursar no debate geral, como acontece desde 1955, seguido pelos Estados Unidos, representados pelo presidente Donald Trump. Antes de subir à tribuna, o presidente brasileiro terá um breve encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A defesa da soberania estará associada à cobrança por maior capacidade dos organismos internacionais de responder às crises globais. Um dos principais eixos previstos é a reforma do Conselho de Segurança, cuja composição Lula considera ultrapassada por refletir a distribuição de poder do pós-Segunda Guerra Mundial.

A modernização de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) também está entre as diretrizes.

Ao abordar as guerras, o presidente deve tratar tanto das consequências humanitárias quanto dos efeitos sobre a economia. Os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio estão entre os temas previstos, com atenção aos impactos sobre a oferta de alimentos, fertilizantes e combustíveis. A ideia é cobrar o cumprimento da missão central da ONU de preservar a paz.

Outro assunto preparado para o pronunciamento é o combate ao crime organizado transnacional. A abordagem deve priorizar a cooperação entre países e contestar respostas concentradas no uso da força militar. Também está prevista uma cobrança sobre responsabilidade dos países consumidores de drogas, sem menções a facções específicas, como PCC e Comando Vermelho.

Na área ambiental, Lula deve defender a transição ecológica e o cumprimento dos compromissos internacionais de combate à crise climática.

O roteiro inclui a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúnem metas para enfrentar problemas como pobreza, fome e desigualdade.

A versão final do discurso dependerá das últimas revisões do presidente. A estrutura em preparação busca conectar essas agendas à defesa do multilateralismo.

Eleições 2026:

  • Zanin nega pedido de instalação de CPI do Master no Senado
  • Campanha de Lula vê dificuldades em conter apoio do Centrão a Flávio no segundo turno e busca dissidências nos estados
  • Datafolha: Flávio atrai no 2º turno 43% dos votos somados de Zema, Renan, Caiado e Cury; Lula agrega 30%
  • Entrevista: ‘Lulinha paz e amor foi erro e é hora de ir para cima', diz José Guimarães, ministro da articulação política
  • Após Magnitsky, advogado de Vorcaro propôs 'estratégia matadora' para livrar 'amigo Alexandre'
  • Cury diz que Lula vai 'destruir' Flávio no 2º turno: 'Se o pai perdeu, o filho também vai'