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Mendonça autoriza acesso a dados da nuvem de 'Sicário' e sugere novos desdobramentos na investigação do caso Master

Mendonça autoriza acesso a dados da nuvem de 'Sicário' e sugere novos desdobramentos na investigação do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira ter autorizado acesso aos dados armazenados na conta de iCloud de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", investigado na Operação Compliance Zero e encontrado morto enquanto estava preso nas dependências da Polícia Federal.

A informação foi divulgada durante o julgamento, na Segunda Turma do STF, dos recursos apresentados por Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, contra suas prisões. 

Ao defender a manutenção das prisões preventivas, Mendonça afirmou que havia determinado anteriormente a preservação dos dados armazenados na conta em nuvem de Sicário e informou que autorizou recentemente a quebra do sigilo desse material. 

— Eu havia determinado que fosse preservado o iCloud do Sicário. Esta semana determinei a quebra desses dados. Vamos ver o que virá — afirmou.

A declaração indica que a Polícia Federal poderá ter acesso a um novo conjunto de informações potencialmente relevantes para a investigação, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça relacionadas ao Banco Master.

Ao longo do voto, o ministro citou conversas interceptadas pela investigação que indicariam preocupação de familiares de Sicário com o conteúdo armazenado na nuvem. Segundo Mendonça, mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que a irmã do investigado teria acessado os arquivos antes mesmo de a corporação conseguir concluir a extração dos dados.

— A Joana teve acesso ao material que está nas nuvens. Nós não conseguimos ainda. A Polícia Federal não conseguiu ainda acessar os dados do iCloud — disse o ministro.

De acordo com o relator, mensagens obtidas pela PF mostram preocupação de pessoas próximas ao investigado com o conteúdo armazenado no iCloud e seus possíveis reflexos sobre outros envolvidos no caso.

As declarações ocorreram após Mendonça determinar, horas antes do início do julgamento, o levantamento do sigilo de parte dos documentos produzidos na investigação. A medida permitiu a divulgação de relatórios policiais, transcrições de mensagens e outros elementos utilizados para fundamentar prisões preventivas envolvendo o caso Master.