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Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro para receber visita de filhos no Dia dos Pais

Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro para receber visita de filhos no Dia dos Pais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita dos filhos amanhã, data em que é comemorada o Dia dos Pais.

O pedido foi apresentado nesta quarta-feira pela defesa do ex-presidente. Na decisão, Moraes reiterou que Bolsonaro só deve receber visitas para atendimento médico, fisioterapêutico e de advogados.

“Salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, escreve o ministro.

O ministro relembra que a suspensão de visitas foi motivada pela divulgação de uma carta manuscrita de Bolsonaro por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais. No começo de julho, Moraes suspendeu por 90 dias o direito do filho do ex-presidente candidato à Presidência visitar Bolsonaro. Além de Flávio e Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente também é pai do ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro e do vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro.

Na avaliação de Moraes, Flávio utilizou a visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente. A medida cautelar integra as condições da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro em março e mantida no início deste mês.

Flávio leu a carta durante transmissão nas redes sociais. No texto, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu "porta-voz" e "a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".

Em resposta à proibição da visita do Dia dos Pais, o senador escreveu em um post no X neste sábado que "tiraram a liberdade" do ex-presidente e "agora querem tirar até o direito de um pai de abraçar seus filhos". "Isso tem dia e hora para acabar", também disse na publicação.

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