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Moro oficializa candidatura ao governo do Paraná e crítica Lula em convenção do PL

Moro oficializa candidatura ao governo do Paraná e crítica Lula em convenção do PL

O senador Sergio Moro (PL) oficializou neste sábado, 1°. sua candidatura ao governo do Paraná, em convenção do PL, e usou o primeiro discurso para criticar o presidente Lula e minimizar atritos passados com o clã Bolsonaro. Em entrevista coletiva, ele afirmou que o grupo político reunido em torno de sua candidatura vai "lutar para derrotar Lula" e eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.

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Questionado se não se sentia desconfortável em dividir palanque com Flávio, tendo em vista o racha com Jair Bolsonaro que levou a sua saída do Ministério da Justiça, Moro destacou sua reaproximação com o ex-chefe e afirmou que a derrota de Lula é "essencial para garantir o futuro e a liberdade do país". Em 2020, o ex-ministro deixou a pasta após acusar Bolsonaro de intervir politicamente na Polícia Federal.

— Em 2022 eu não tive o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas fui eleito senador pelo Paraná. No segundo turno recebi uma ligação. Quem me ligou foi Bolsonaro, que pediu que eu o apoiasse para que nós pudéssemos derrotar o Lula. Apesar de ter algumas divergências e algum ressentimento, eu aceitei essa missão porque entendia que era importantíssimo para o nosso País. A volta do Lula é uma tragédia moral e econômica. E eu acompanhei Bolsonaro naqueles debates e desde então, nós iniciamos uma reaproximação e agora estamos unidos nesse projeto maior — afirmou.

Durante a convenção, o candidato do PL ao Senado, deputado federal Filipe Barros, também fez críticas ao PT ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Barros já havia sido citado no debate sobre o caso por ter apresentado, em 2024, um projeto de lei semelhante à chamada "emenda Master", proposta que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A medida passou a ser alvo de questionamentos após as investigações apontarem que o banco buscou influenciar mudanças legislativas que poderiam beneficiar seu modelo de captação de recursos. Barros afirma que sua proposta tinha como objetivo proteger pequenos investidores e nega qualquer relação com as irregularidades investigadas.

Neste sábado, o deputado citou o caso do senador Jaques Wagner, da Bahia. Um relatório da Polícia Federal cita contatos entre o petista e o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima. Segundo o documento, houve 74 ligações telefônicas entre os dois, que somaram cerca de cinco horas e meia de conversas entre novembro de 2023 e maio de 2025.

— Eu quero que venham ao Paraná, sim, as menções ao Banco Master, até porque o que a PF está descobrindo nos últimos dias é a relação umbilical do Banco Master com as grandes lideranças do PT — disse.

Pesquisa

A convenção ocorre menos de uma semana após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que consolidou Moro como favorito na corrida pelo Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense. Levantamento realizado entre os dias 21 e 25 de julho, e divulgado na última segunda-feira (27), mostra o senador liderando os três cenários de primeiro turno, com índices entre 39% e 40% das intenções de voto.

No principal cenário testado, Moro aparece com 39%, seguido por Requião Filho (PDT), com 18%, pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 12%, e pelo secretário estadual Sandro Alex (PSD), escolhido pelo governador Ratinho Junior (PSD) para disputar sua sucessão, com 7%.

Os números repetem praticamente o quadro observado na pesquisa anterior, de abril. Apesar da aprovação de 81% do governo Ratinho Junior e de 63% dos entrevistados afirmarem que o governador merece fazer seu sucessor, Sandro Alex permanece apenas na quarta colocação e é o mais desconhecido entre os principais concorrentes: 68% dos eleitores dizem não conhecê-lo.

A vantagem de Moro também se mantém nas simulações de segundo turno. Contra Requião Filho, considerado o adversário mais competitivo, o senador venceria por 48% a 29%. Diante de Rafael Greca, teria 47% contra 25%, enquanto, em um eventual confronto com Sandro Alex, abriria a maior vantagem: 50% a 18%.

O levantamento ouviu 1.104 eleitores em 59 municípios do Paraná entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além da disputa estadual, a Quaest apontou vantagem do campo bolsonarista no estado. Em um cenário de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto, contra 24% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando o discurso adotado por Moro durante a convenção de vincular sua candidatura ao projeto nacional da direita.