O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco toma posse nesta quarta-feira como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia acontece nesta manhã e será restrita a convidados. A nomeação de Pacheco para o cargo já foi publicada no Diário Oficial da União nessa terça-feira.
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Com a renúncia de Pacheco ao cargo de senador, quem assume o mandato é Renzo Braz (PP-MG), que ficará no cargo até fevereiro de 2027, quando os senadores eleitos neste ano tomarão posse.
O Congresso aprovou a indicação de Pacheco para o TCU no início de setembro, em articulação encabeçada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Pacheco entra no lugar do ministro Bruno Dantas, que decidiu antecipar sua aposentadoria e trabalhar na iniciativa privada.
A indicação de Pacheco para a vaga no TCU era dada como certa por parlamentares desde que ele foi preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) e quando ele anunciou que encerraria sua vida na política, desistindo de concorrer a cargos nesta eleição.
Lula indicou para a vaga no Supremo o chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, contrariando Alcolumbre. O nome de Messias foi rejeitado pelo Senado, impondo derrota histórica ao petista.
Integrante das bancadas do União Brasil, PSD e PSB do Senado, Pacheco transitou por diversas bancadas na Casa e mantém boa relação de diálogo com os parlamentares.
A indicação dele passou também pelo aval do MDB, que foi o partido responsável pela indicação de Dantas ao TCU em 2014.
No Senado a indicação dele foi relatada por Renan Calheiros (MDB-AL) e na Câmara por Aécio Neves (PSDB-MG).
O TCU é um órgão técnico que fiscaliza a aplicação do dinheiro público federal. Entre outras atribuições, ele pode auditar e julgar as contas de gestores, examinar licitações e obras públicas.
O salário de um ministro gira em torno de R$ 44 mil e a vaga é vitalícia, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
A ida de Pacheco para o TCU ocorre também depois de o agora ex-senador recusar o convite para uma candidatura ao governo de Minas Gerais. Lula passou meses tentando convencê-lo a disputar o estado, considerado estratégico para a eleição presidencial, mas o senador resistiu às investidas.
Depois de meses à espera do senador, Lula escalou o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como seu candidato ao governo do estado.
Com uma trajetória ligada à direita, Pacheco iniciou sua carreira política ao ser eleito deputado federal em 2014 pelo MDB. Em 2017, foi escolhido presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Eleito senador em 2018, pelo DEM, partido que daria origem ao União Brasil, Pacheco foi escolhido duas vezes para o comando do Senado. Uma em 2021, quando foi apoiado pelo então presidente Jair Bolsonaro, e outra em 2023, quando teve o apoio do presidente Lula. A aproximação com o petista provocou atritos com a direita, que costumava representar seu eleitorado em Minas Gerais.
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