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Pesquisa apertada ao Senado dificulta acordo por vice de Haddad em SP

Pesquisa apertada ao Senado dificulta acordo por vice de Haddad em SP

Sem uma diferença clara entre os ex-ministros do governo Lula na disputa ao Senado por São Paulo na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 29, o imbróglio na chapa de Fernando Haddad (PT) deve continuar por mais algum tempo. O ex-ministro da Fazenda procura convencer Marina Silva (Rede), que chefiava o Meio Ambiente, ou Márcio França (PSB), ex-titular do Empreendedorismo, a deixarem o pleito, considerado mais acessível neste momento do que o governo, para o qual a vaga de vice na chapa segue aberta.

Marina e França pontuaram os mesmos 12% nas intenções de voto quando testados ao lado de Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, que marcou 14%. Os três aparecem em situação de empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nos bastidores, a principal aposta é pela permanência de Tebet e por um acordo com a dupla. Uma fonte próxima a Haddad diz que o candidato está conduzindo as conversas “muito pessoalmente” e ainda há tempo de sobra para concretizar a escolha, apesar do impasse e dos sinais de resistência.

O petista tem mencionado em entrevistas a possibilidade de contar com um dos integrantes do trio de ex-ministros na posição de vice, assim como a pecuarista Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e de Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, ambos filiados ao PDT. Nesta quinta, em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad disse que gostaria de concorrer ao lado de uma mulher, como em eleições anteriores, mas que ainda não fez o convite a ninguém.

— Não houve nem convite, nem recusa. O que há é conversa, para saber o que as pessoas pretendem. Não adianta querer que uma pessoa seja uma coisa quando ela quer outra. Do meu gosto, seria uma mulher a minha vice — declarou Haddad.

Seu coordenador da campanha, deputado estadual Emídio de Souza (PT), diz que França e Marina estão equilibrados nas pesquisas, mas pondera que esse é apenas “um elemento” na definição da chapa. Ele cita, por exemplo, o nível de rejeição, a perspectiva de crescimento na campanha e o próprio perfil de candidatura, aquilo que ela agrega. Ele também menciona a indefinição pelos lados do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O mais provável é que o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro forme palanque ao lado do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública, que aparece com 8% das intenções de voto ao Senado, e do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual André do Prado (PL), apoiado por 5% neste momento. O deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro de Bolsonaro, marca 6% nas pesquisas, em uma candidatura independente do grupo.

França alegou ao GLOBO que “não tende a ter disputa” entre os ex-ministros de Lula pela chance ao Senado porque “a lógica são quatro nomes para quatro vagas”, referindo-se à composição da chapa majoritária como um todo. Ainda de acordo com o ex-ministro, o presidente Lula seria “quem está com o apito”, comparando-o ao técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti. Ele já foi preterido no pleito contra Tarcísio, mas tem como entrave o fato de o PSB já estar representado por Tebet.

Marina comentou ontem a pesquisa da Quaest. Segundo ela, sempre é bom "sair bem na fotografia" e o levantamento demonstra "a força dos nomes do nosso campo" e a perspectiva de um "palanque forte" em São Paulo. Ela ressaltou ainda o fato de ser a candidata mais conhecida do eleitorado, com 29% dos entrevistados dizendo que conhece e poderia votar nela. Por outro lado, a ex-ministra ttambém aparece com a maior rejeição, de 48%.

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