A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram usados para financiar a produção do longa. A investigação foi aberta na sexta-feira, após autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso envolve cinco parlamentares, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, a uma ONG presidida pela sócia da produtora responsável por Dark Horse, filme que conta a história de Bolsonaro.
Em maio, Mário Frias afirmou que emendas indicadas para ONG ligada à produtora de filme sobre Bolsonaro não foram direcionadas para a obra sobre Bolsonaro.
Na semana passada, a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou uma auditoria para apurar se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram desviados para financiar a produção cinematográfica. O resultado da apuração será encaminhado ao ministro Flávio Dino.
A auditoria vai verificar se os recursos foram efetivamente empregados nos projetos previstos nas emendas parlamentares ou se houve desvio de finalidade, com eventual utilização indireta para custear o filme sobre Bolsonaro.
A atuação da CGU tem como objetivo produzir uma análise técnica sobre a execução das emendas, verificando documentos, prestações de contas e a efetiva realização dos projetos apresentados pelas entidades beneficiadas. As conclusões poderão subsidiar a investigação em curso no STF.