O Republicanos de São Paulo recebeu um pedido de expulsão do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), da legenda. A representação foi apresentada após a publicação de um vídeo do prefeito, conhecido como "prefeito tiktoker", em frente à sede do União Brasil.
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No vídeo que motivou a representação, Manga aparece em frente à sede do União Brasil, em Sorocaba, mostrando uma faixa fixada na parede com a imagem dele e da esposa, Sirlange Frate Maganhato (União), presidente do União Mulher.
— A nova sede do União Brasil aqui na cidade de Sorocaba, onde a Sirlange é presidente do União Mulher. Está aqui minha foto com a dela. Comenta aí: quem é mais bonito? Quem deu mais sorte: Sirlange casando com Manga ou Manga casando com Sirlange? — brincou o prefeito.
A representação, apresentada pelo ex-vereador Atílio Francisco da Silva (Republicanos), sustenta que o vídeo configura um "ato de manifesta infidelidade e deslealdade partidária" e que Manga fez propaganda para outra legenda e para uma filiada de outro partido, em detrimento dos interesses do Republicanos. O ex-vereador afirma ainda que a "propaganda para um adversário político é uma conduta extremamente grave, que abala a confiança e expõe o partido".
— A conduta do Sr. Rodrigo Manganhato representa, portanto, uma quebra fundamental do compromisso assumido com o partido, tornando insustentável sua permanência nos quadros do Republicanos — diz um trecho da representação.
O pedido será analisado pela Comissão de Ética do partido. Manga poderá apresentar sua defesa e, em seguida, haverá uma decisão. A representação pede a suspensão imediata do prefeito da legenda e, ao fim da apuração, sua expulsão.
'Prefeito tiktoker'
Manga foi reeleito prefeito de Sorocaba no ano passado com mais de 263 mil votos, o equivalente a 73,75% dos votos válidos. Aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tornou-se conhecido nas redes sociais pela publicação de vídeos em que usa o humor para divulgar serviços da prefeitura, como a disponibilização de carregadores portáteis e guarda-chuvas em pontos de ônibus.
O prefeito foi alvo da segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal, e ficou afastado do cargo entre novembro do ano passado e abril deste ano. A investigação apura desvio de verbas em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município. Ele retornou ao cargo após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, que suspendeu o afastamento por considerar a medida uma "intervenção excessiva".
Em fevereiro deste ano, Manga foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por peculato, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, entre outros crimes, em uma investigação que apura o desvio de recursos públicos na área da saúde. Além dele, sua esposa e sua mãe, Zoraide Batista Maganhato, também foram indiciadas pelo MPF.