Os candidatos à Presidência do Senado já começaram as articulações para o pleito que será realizado em fevereiro do ano que vem. Nos bastidores, aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) apontam que ele parte de 37 votos e estimam que pode chegar a 48. Já políticos próximos de Rogério Marinho (PL-RN) entendem que o bolsonarista teria 32 apoiadores neste momento e projetam o voto de outros oito pelo menos. Enquanto isso, Tereza Cristina (PP-MS) é quem estaria mais atrás, com apenas 12 votos, mas, neste momento, ela teria o apoio potencial de até 42 senadores. Planalto: Lula diz que enviará MP para criar Ministério da Segurança Pública e discute recursos para nova pasta Caso Master: Fachin mantém prisão preventiva de cunhado de Vorcaro Para garantir a vitória, é preciso a maioria absoluta do Senado, que são 41 votos. Veja abaixo as contas do Senado e quais partidos são cobiçados por cada candidato: As bancadas — Foto: Editoria de Arte Cenário no Senado — Foto: Editoria de Arte Cenário no Senado — Foto: Editoria de Arte Articulações A federação União-PP, o MDB, o PSD e o PSB somam 26 senadores na composição projetada para fevereiro. Com os 11 integrantes da federação do PT, o grupo chega a 37 cadeiras. Aliados de Alcolumbre estimam ter 48 votos, número considerado inflado pelos adversários. Como a eleição é secreta, o apoio das direções partidárias não garante a adesão integral das bancadas. Apesar de disputarem parte dos mesmos votos, Marinho e Tereza evitam um confronto direto que favoreça Alcolumbre. Os dois mantêm suas candidaturas, mas pretendem comparar suas contagens em janeiro para decidir quem permanecerá na corrida como representante da oposição. Marinho busca transformar o crescimento da direita nas eleições em força política. O PL terá 29 senadores a partir de fevereiro e o Novo, três, somando 32 cadeiras. O candidato busca adesões em outras legendas para alcançar os 41 votos necessários à eleição. Na quarta-feira, ele reuniu 31 senadores titulares da próxima legislatura, além de suplentes, deputados e dirigentes partidários, para oficializar sua candidatura. Participaram Hamilton Mourão e Evair de Melo, do Republicanos; e Guilherme Derrite, do PP, além de integrantes do Novo. A presença de outras siglas foi usada para demonstrar a capacidade de ampliar a base. Enquanto tentam atrair votos, Alcolumbre e Marinho trocam críticas. O político do PL já acusou o Senado de ter perdido protagonismo e se tornado um “carimbador de projetos” do Executivo, além de criticar a influência do STF sobre o Congresso. O rival reagiu. Alcolumbre reclamou dos ataques pessoais, da pressão para abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo e ironizou aliados de Flávio Bolsonaro que questionaram as urnas eletrônicas após a derrota para o presidente Lula, mas festejaram o resultado no primeiro turno, quando o PL elegeu sua bancada. Já em relação a Tereza Cristina, Marinho e seus aliados procuram conter críticas, diante do receio de afastar senadores do Centrão que resistem a Alcolumbre, mas ainda não aderiram ao candidato do PL. A senadora do PP aposta nas relações com colegas de diferentes campos políticos para se apresentar como alternativa. A ex-ministra da Agricultura busca apoios individuais no Centrão, inclusive em partidos cujas direções já anunciaram apoio ao atual presidente do Senado. Aliados estimam que ela possa reunir 42 votos, considerando a eventual desistência de Marinho.
Presidência do Senado: veja divisão de partidos e quantos votos aliados de Alcolumbre, Marinho e Tereza projetam