O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) anunciou o lançamento da pré-candidatura à Presidência do presidente nacional da sigla, Leonardo Avalanche. Em nota, a legenda se colocou como a única sigla "conservadora" que, "de fato, se mantém antissistema" e defendeu uma gestão correta, técnica e limpa". No passado, o partido abrigou o ex-coach Pablo Marçal, hoje no União Brasil, e o senador Hamilton Mourão, atualmente no Republicanos.
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"O PRTB é o partido da coragem e do trabalho. Como presidente nacional, entendi que a hora exige alguém que não apenas conheça a máquina, mas que tenha a mão firme para articular, organizar e, acima de tudo, resgatar o sonho de cada brasileiro por um país próspero e justo", diz Avalanche no comunicado.
O texto também classifica como "decisiva" a atuação dele na campanha de Marçal para a prefeitura de São Paulo em 2024. Em janeiro deste ano, o ex-coach chegou a anunciar que concorreria ao Planalto pela sigla, mesmo estando inelegível até 2032 por determinação da Justiça Eleitoral. Em março, no entanto, ele anunciou a migração para o União.
Ainda em 2024, Marçal chegou a defender o afastamento imediato de Avalanche do comando do PRTB após o surgimento de suspeitas de ligação dele com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na época, em áudio revelado pelo jornal Folha de S. Paulo e obtido pelo GLOBO, o dirigente partidário sugeriu a um correligionário que teria sido o responsável pela soltura do traficante André do Rap, em uma tentativa de demonstrar influência antes da eleição do PRTB que o colocou na presidência, no final de fevereiro. Em outro momento, afirmou que o seu motorista particular teria envolvimento com o crime organizado e recebe ligações de dentro dos presídios.
Em resposta, Avalanche negou que desconhecia o áudio e a autoria do material, levantando a possibilidade de o conteúdo ter sido criado por ferramentas de inteligência artificial. No mês seguinte, Marçal anunciou a reconciliação com o aliado e negou que ele teria envolvimento com o PCC.
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