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PSOL aciona STF com pedido de inclusão de Flávio Bolsonaro em inquérito sobre articulação por tarifaço

PSOL aciona STF com pedido de inclusão de Flávio Bolsonaro em inquérito sobre articulação por tarifaço

O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira com o pedido de inclusão do senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) na investigação sobre possíveis articulações nos Estados Unidos para pressionar o Brasil economicamente. A solicitação ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos recomendaram um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o território americano.

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“A presente notícia de fato se impõe em razão de fatos novos e graves que evidenciam a adoção, pelo senador Flávio Bolsonaro, de conduta estruturalmente análoga à que constitui o objeto do presente inquérito: a articulação junto ao governo norte-americano com o fim de exercer pressão política e econômica sobre o Estado brasileiro”, afirma o deputado na petição.

A petição foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação na qual o irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), é réu na Corte. O documento cita que, em julho do ano passado, após o anúncio do governo de Donald Trump de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio publicou nas redes sociais: “Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo. Queremos um Magnitsky”.

Segundo a avaliação do psolista, a publicação “indica o alinhamento do pré-candidato à Presidência com a estratégia de pressão internacional contra o próprio país”. O senador Flávio Bolsonaro foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação. O texto será atualizado em caso de retorno.

Na terça-feira, Flávio culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo novo tarifaço americano e divulgou uma carta que enviou ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo a revogação das sanções.

Julgamento no STF

Nesta quarta-feira, Moraes liberou para julgamento a ação penal contra Eduardo, que responde por coação no curso do processo. Agora, cabe ao presidente da Primeira Turma da Corte, Flávio Dino, marcar a data para que o colegiado decida se condena ou não o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No centro do julgamento estará a denúncia da Procuradoria-Geral da República que contesta a atuação do ex-parlamentar os Estados Unidos. Segundo o Ministério Público Federal, Eduardo Bolsonaro teria trabalhado para articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — num esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

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