O PT de Minas Gerais informou, nesta sexta-feira, que o deputado federal Patrus Ananias se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, para abordar "o cenário político atual e projetos estratégicos para o desenvolvimento do estado". Apesar de não confirmar a definição do nome do ex-ministro para concorrer ao governo do estado, a executiva estadual cita conversa "muito positiva" e prevê definação sobre o cargo "no momento oportuno".
A nota afirma que o encontro abordou temas da pauta de Minas, como a ampliação e o fortalecimento de projetos da educação no estado, a solução para a dívida do estado, além de projetos aprovados no Congresso para transformas Cefet-MG em universidade tecnológica.
Ontem, a representação regional petista convocou as bancadas do partido no estado e membros da executiva da legenda para uma reunião com Patrus. A sinalização foi interpretada por políticos como um encontro para oficializar sua candidatura. A expectativa é que o encontro ocorra na segunda-feira.
A interlocutores nos últimos dias, o deputado federal disse que não estava com portas fechadas a nenhuma opção, mas que era preciso uma conversa com o presidente para discutir a candidatura antes de anunciar qualquer decisão.
O nome de Patrus já era dado como certo para ser o candidato de Lula nas eleições de outubro. A definição ocorre após uma série de negativas de outros políticos procurados pelo partido e por Lula para disputar as eleições.
A indefinição vinha preocupando integrantes do PT, que cobraram celeridade no desfecho e atuação direta de Lula para resolver esse palanque. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e ganha importância já que, historicamente, o candidato que vence no estado acaba levando a Presidência.
O plano inicial de Lula era o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB). Mas após meses de conversas e vaivém de expectativas, Pacheco anunciou que deixará a vida pública no fim deste ano, quando encerra seu mandato no Senado.
Diante desse cenário, o presidente do PT, Edinho Silva, e integrantes da cúpula do partido passaram a dialogar com outros políticos do estado, entre eles o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que é pré-candidato ao governo, e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e que recentemente se filiou ao PSB. Não houve avanços concretos.
Em uma reunião no Palácio da Alvorada com integrantes do PT mineiro, Lula deu aval para uma candidatura própria da sigla no estado. A opção favorita era a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, mas ela rejeitou a estratégia do PT e falou publicamente que manteria sua pré-candidatura ao Senado. Com isso, passaram a cogitar o nome de Patrus.