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PT em Goiás mantém Luis Cesar Bueno ao governo após deputada preferida por Lula recusar ser candidata

PT em Goiás mantém Luis Cesar Bueno ao governo após deputada preferida por Lula recusar ser candidata

O diretório do PT em Goiás decidiu manter a pré-candidatura do ex-deputado Luis Cesar Bueno ao governo do estado. A decisão ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter se reunido em Brasília, na semana passada, com a deputada federal Adriana Accorsi (PT). Na ocasião, ele pediu para a parlamentar, que preside o núcleo local, ser o nome do partido para o Palácio das Esmeraldas, o que acabou sendo recusado.

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A executiva goiana realizou uma reunião nesta segunda-feira. Ao GLOBO, Bueno afirmou que a orientação é que ele continue atuando normalmente em suas atividades de pré-campanha enquanto aguardam a ratificação do comando nacional e do presidente do PT, Edinho Silva. A convenção partidária estadual está prevista para o dia 4 de agosto.

Na quarta-feira passada, Lula se reuniu com Adriana e Edinho, além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a vereadora Aava Santiago (PSB). O objetivo foi destravar seu palanque no estado, um dos únicos que ainda não possui uma chapa majoritária definida. Como mostrou reportagem do GLOBO, a demora foi criticada por membros do partido e de siglas aliadas.

Além de destacar ter preferência por Adriana ao governo, Lula também indicou que gostaria de ter Aava como candidata ao Senado. De acordo com a vereadora, apesar das sugestões, Lula "fez questão de repetir" que não faria pressões para que ambas — que desejam concorrer à Câmara dos Deputados — aceitassem a empreitada.

Após optar pela manutenção de Bueno, o núcleo local deliberou que irá enviar uma comitiva para abordar o assunto com Edinho, numa tentativa de tratar a decisão como uma construção coletiva. No mês passado, entre membros do campo político, havia a percepção de que a indefinição poderia prejudicar o projeto de reeleição de Lula devido à dificuldade de recuperar o tempo perdido frente a outras pré-candidaturas já consolidadas.

No campo adversário, o governador Daniel Vilela (MDB) assumiu o comando do estado no fim de março e herdou a popularidade e alta aprovação da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para concorrer à Presidência. Ao contrário da esquerda, a base governista enfrenta uma profusão de pré-candidaturas ao Senado com o endosso do ex-governador.

Uma das razões para o PT postergar a decisão foi a espera pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O partido procurou o adversário histórico, que é pré-candidato ao governo, para firmar uma aliança a partir do entendimento de que, no cenário atual, ele representa uma opção mais ao centro. A movimentação, porém, foi frustrada.

Luis Cesar Bueno — Foto: Divulgação/Alego
Luis Cesar Bueno — Foto: Divulgação/Alego

Reunião no Planalto

Aava afirmou que, no encontro em Brasília, Lula “externou que a vontade dele é que Adriana Accorsi e eu tivéssemos no palanque majoritário”. Apesar de em nenhum momento ter convidado ela diretamente para a disputa, disse que “esse seria o palanque que ele considera ideal”.

— Ele fez questão de repetir que ele jamais nos pressionaria. Que era para a gente pensar sobre isso, para a gente refletir, que não precisava dar nenhuma resposta hoje. Mas que a partir do momento em que se a gente se decidisse para a construção desse lugar, que é o almejado por ele, que ele nos daria todas as ferramentas para ocupá-lo — disse, na quinta-feira passada (9).

Segundo a vereadora, Lula deixou claro que a decisão caberia às duas lideranças. Ele também “acolheu com muita ternura e entusiasmo” a fala dela sobre o desejo de construir uma candidatura à Câmara e ajudar o seu partido, o PSB, a eleger parlamentares no estado.

Ela afirmou ainda que Lula se comprometeu a entregar uma pesquisa que mostrasse a viabilidade do nome delas na chapa majoritária “e a refletir sobre o que eu disse”. Ela mantém o desejo de concorrer à Câmara.

O PSB tem três nomes na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), assim como o PT, e busca conquistar cadeiras em Brasília, onde os petistas já contam com dois parlamentares.

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