Funcionário da Casa Branca, nos Estados Unidos, Jason Miller teria organizado o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para fugir do Brasil após a derrota na eleição presidencial do último domingo com ajuda do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, segundo divulgou o jornal americano The New York Times nesta quinta-feira. Jato que levou Flávio para o s EUA teria sido conseguido por funcionário da Casa Branca, diz The New York Times Aliado de Flávio Bolsonaro nos EUA justifica 'erros' em carta golpista por uso do ChatGPT: 'achamos engraçado' Jason Miller é funcionário de comunicações da Casa Branca e considerado estrategista republicano ligado ao presidente americano e um dos principais nomes da comunicação digital do trumpismo, ele também já participou de agendas políticas ligadas ao bolsonarismo no Brasil e criticou pelas redes sociais a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal (STF), em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aliado próximo de figuras do bolsonarismo, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o comunicador já apareceu ao lado de Jair Bolsonaro em agendas. Durante a campanha política, Miller pediu voto ao candidato do PL após visita do parlamentar ao presidente americano em Washington. Na ocasião, publicou no X e que "basta uma eleição para mudar tudo". Nascido em Washington e um dos principais nomes da comunicação digital do governo Trump, Miller é formado em Ciência Política pela Universidade George Washington e iniciou a carreira política como assistente no Senado, segundo o jornal The Times. Em 2021, Miller também fundou a rede social Gettr, que se vendia como “um espaço que promove a liberdade de expressão”. A plataforma logo ganhou força entre apoiadores da extrema-direita nos Estados Unidos e no Brasil . Entenda O plano de fuga foi posto em prática na segunda-feira, depois que o Flávio Bolsonaro foi informado de que deveria entregar seus passaportes. A medida cautelar havia sido dada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos. Uma fonte do governo disse ao NYT que Flávio Bolsonaro é aguardado para solicitar o status de residente permanente nos Estados Unidos, conhecido como green card. O procedimento normalmente acontece após o recebimento de um visto de imigrante. O pedido de green card de Bolsonaro seria processado rapidamente, de forma semelhante ao que foi concedido a Eduardo Bolsonaro, segundo o mesmo funcionário. Nesta quinta-feira, o Trump afirmou que as eleições presidenciais no Brasil foram uma "vergonha". — Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha. O mercado falou isso. Olha como o mercado reagiu — declarou Trump a jornalistas antes de partir para um comício eleitoral. Ao ser perguntado se buscará o presidente Lula para parabeniza-lo, Trump respondeu que sim, embora tenha qualificado o processo eleitoral como “uma vergonha”. O presidente acrescentou que não tomou partido nas eleições "a pedido de Lula".
Quem é Jason Miller? Funcionário da Casa Branca teria conseguido o jato que levou Flávio Bolsonaro para os EUA