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Quem é Weverton Rocha, senador alvo de operação da PF em investigação sobre fraude no INSS

Quem é Weverton Rocha, senador alvo de operação da PF em investigação sobre fraude no INSS

Alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) passou a ser investigado em 18 de dezembro do ano passado. Natural do Maranhão, Weverton está no primeiro mandato no Senado, iniciado em 2019, e atualmente é vice-líder do governo na Casa. Também é considerado um dos nomes de confiança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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Nascido no Maranhão, o político iniciou a carreira pública após atuar no movimento estudantil. Entre 2000 e 2001, foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois, ocupou cargos na administração municipal de São Luís e comandou a Secretaria de Esporte e Juventude do Maranhão. No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, trabalhou como assessor do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Antes de chegar ao Senado, exerceu mandato na Câmara dos Deputados entre 2011 e 2018 — primeiro como suplente e, posteriormente, como titular. Nesse período, posicionou-se contra o impeachment de Dilma Rousseff, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência.

Eleito senador em 2018 com 35% dos votos válidos, tentou chegar ao governo do Maranhão em 2022, mas foi derrotado por Carlos Brandão ainda no primeiro turno.

Neste ano, ganhou destaque no Senado ao relatar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do parecer favorável apresentado por Weverton, o nome de Messias acabou rejeitado pelo plenário.

Operação da PF mira esquema de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal apura a suspeita de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz tenham utilizado uma estrutura de empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis para ocultar a origem e movimentar recursos ligados ao esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações apontam que a suposta rede de lavagem de dinheiro estaria em funcionamento, pelo menos, desde 2023.

A nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada nesta terça-feira, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Entre os alvos estão familiares do senador e o advogado Willer Tomaz.

Segundo a investigação, contas bancárias de postos de combustíveis teriam sido utilizadas para financiar a compra de fazendas, terrenos e máquinas agrícolas, além de realizar transferências para empresas que, de acordo com a PF, disponibilizavam recursos ao parlamentar. Os investigadores afirmam que a gestão financeira desses estabelecimentos era feita por uma das filhas de Weverton, responsável pelo controle de saldos, pagamentos, transferências bancárias, contato com contadores e pelo cumprimento de determinações atribuídas ao pai.

Na decisão que autorizou a operação, Mendonça afirmou que a hipótese da Polícia Federal é que Weverton Rocha e Willer Tomaz atuaram para ocultar "a origem, a movimentação, a disponibilidade, a propriedade e a titularidade real" de valores supostamente oriundos de crimes antecedentes. Para isso, teriam recorrido a empresas de fachada, contas de familiares, sociedades patrimoniais, postos de combustíveis, contratos, registros contábeis e movimentações em dinheiro vivo.

Em nota, a Polícia Federal informou que a investigação teve início após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis, supostamente realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros e operações em espécie para esconder a origem e o destino dos recursos. Durante as buscas, uma máquina de contar dinheiro foi apreendida na residência de um dos investigados.

Também por meio de nota, Willer Tomaz afirmou que não é investigado na Operação Sem Desconto nem possui ligação com as fraudes envolvendo descontos previdenciários. Segundo ele, a medida judicial decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, "em caráter estritamente particular", por Weverton Rocha em uma viagem de conhecimento público.

Esta não é a primeira vez que o senador aparece na investigação. Em dezembro do ano passado, Weverton foi alvo de mandados de busca e apreensão em outra fase da Operação Sem Desconto. À época, a Polícia Federal sustentou que ele teria sido beneficiário de recursos desviados do INSS e o apontou como "liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras" de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", considerado um dos principais operadores do esquema.

Após a operação, o senador afirmou ter recebido "com surpresa" as buscas em sua residência e declarou que prestaria os esclarecimentos necessários assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.

Em maio, O GLOBO revelou que Antônio Camilo Antunes esteve na casa de Weverton, em Brasília, durante um churrasco de costela. Os dois também já foram vistos juntos nas dependências do Senado Federal.

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