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Renan Santos chama Moraes de 'cabo eleitoral' de Flávio por suspender visitas a Bolsonaro

Renan Santos chama Moraes de 'cabo eleitoral' de Flávio por suspender visitas a Bolsonaro

Pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidenciável avalia que o magistrado forteleceu a candidatura de Flávio com a medida ao fomentar a narrativa de perseguição adotada pelo grupo político.

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— O Alexandre de Moraes, na bizarrice dele, se tornou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro (...) Fica sempre vitimizando os caras com o autoritarismo bizarro dele — diz Santos, que completa: — Às vezes eu acho que o Alexandre de Moraes, ele é o marqueteiro do Flávio, porque tudo que o Alexandre de Moraes quer e precisa é de um Bolsonaro para brigar — diz Santos.

Por conta de uma carta escrita pelo ex-presidente ao senador, o ministro do STF proibiu Flávio de se reunir com o ex-presidente por 90 dias. Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar após ser condenado por liderar uma trama golpista.

O período impede qualquer comunicação entre Flávio e o pai até o fim do primeiro turno da eleição presidencial e representa um revés para a campanha presidencial do PL, que recebia orientações de Jair Bolsonaro.

Carta de Bolsonaro

Em um movimento lido como forma de reafirmar a autoridade política de Flávio durante uma crise entre ele a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o pré-candidato do PL leu neste sábado uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante um pronunciamento transmitido em seu canal no YouTube. No documento, o ex-presidente afirmou que o momento é de apoio ao senador.

Além de suspender por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes determinou que a defesa do ex-presidente esclareça, em 48 horas, se ele tinha conhecimento de que a carta escrita durante a prisão domiciliar seria divulgada nas redes sociais do filho.

A decisão também encaminha o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.

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