O Comitê de Ética do Republicanos suspendeu preliminarmente a filiação do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, nesta quarta-feira. Na última semana, ele foi alvo de um pedido de expulsão da sigla após publicar um vídeo em frente à sede do União Brasil, no qual apoiava a candidatura da mulher, Sirlange Frate Maganhato, à deputada federal.
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Conhecido como "prefeito tiktoker", Manga tem cinco dias para apresentar uma defesa. Após esse prazo, o Comitê de Ética do partido irá tomar uma decisão definitiva quanto a permanência do prefeito no Republicanos e poderá optar pela expulsão dele.
A representação contra Manga foi feita pelo ex-vereador Atílio Francisco da Silva (Republicanos). O documento sustenta que a gravação é um "ato de manifesta infidelidade e deslealdade partidária" ao mostrar Manga em uma propaganda a favor de outro partido. No vídeo, o prefeito mostra uma faixa com a imagem dele e de Sirlange Frate Maganhato.
— Eu quero dizer que apesar da intenção do ex-vereador do Partido Republicanos me tirar do partido, continuo apoiando a pré-candidatura da minha esposa Sirlei de Manga pelo União Brasil. Ninguém representa mais a qualidade de vida de Sorocaba para replicar para outras cidades do que ela — disse Manga.
Quem é 'Prefeito tiktoker'
Manga foi reeleito prefeito de Sorocaba no ano passado com mais de 263 mil votos, o equivalente a 73,75% dos votos válidos. Aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tornou-se conhecido nas redes sociais pela publicação de vídeos em que usa o humor para divulgar serviços da prefeitura, como a disponibilização de carregadores portáteis e guarda-chuvas em pontos de ônibus.
O prefeito foi alvo da segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal, e ficou afastado do cargo entre novembro do ano passado e abril deste ano. A investigação apura desvio de verbas em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município. Ele retornou ao cargo após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, que suspendeu o afastamento por considerar a medida uma "intervenção excessiva".
Em fevereiro deste ano, Manga foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por peculato, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, entre outros crimes, em uma investigação que apura o desvio de recursos públicos na área da saúde. Além dele, sua esposa e sua mãe, Zoraide Batista Maganhato, também foram indiciadas pelo MPF.