A menos de duas semanas para o início do período das convenções partidárias, o PT em Minas Gerais ainda busca um nome disposto a concorrer ao comando do estado. A aposta da vez do partido é o deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT-MG), de 74 anos. O petista, no entanto, sinaliza que concorrerá à reeleição na Câmara, aproximando a sigla de mais uma negativa na corrida para a definição do candidato ao governo neste ano.
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O nome do deputado passou a ser ventilado como um representante histórico do petismo que seria capaz de unificar o partido e angariar apoio em Minas até outubro. Patrus foi prefeito da capital mineira na década de 1990 e ministro do Desenvolvimento Social nos primeiros mandatos de Lula, colocando-se na época como responsável pela implementação do programa Bolsa Família. Já durante a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), ocupou a pasta do Desenvolvimento Agrário entre os anos de 2015 e 2016.
Cobiçado por parte da cúpula do partido como um possível candidato ao Executivo neste ano, o parlamentar diz, no entanto, que não foi procurado oficialmente pelo PT e que lançou no último sábado sua pré-candidatura à reeleição na Câmara, onde atualmente exerce seu quarto mandato. "Ele é pré-candidato à reeleição para a Câmara e já cumpre agenda intensa nos finais de semana em Belo Horizonte e no interior do estado", afirmou a assessoria de imprensa do deputado em nota enviada ao GLOBO nesta quarta-feira.
A busca do PT por um candidato, por sua vez, segue aberta e chegou a ser levantada como prioritária durante uma reunião ontem entre Lula, Edinho Silva, presidente nacional do PT, e outros integrantes da pré-campanha.
Procurado, o diretório da sigla em Minas, comandado pela deputada estadual Leninha (PT-MG), disse que "segue dialogando com suas lideranças internas e também com partidos do campo democrático para construção de uma candidatura ao governo do Estado". "Nossa prioridade é ter um palanque forte para a reeleição do presidente Lula e que também possa contribuir para a ampliação das nossas bancadas no Legislativo", acrescentou a nota.
A indefinição no estado se estendeu após a recente negativa da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) de concorrer ao comando do estado. Marília tem manifestado à direção do partido a intenção de manter sua pré-candidatura ao Senado. Antes dela, o posto também foi rejeitado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), visto até o início deste ano como o favorito de Lula para disputar o governo mineiro.
Após meses de incertezas, o parlamentar anunciou que ficaria de fora do pleito de outubro e que encerraria sua carreira política neste ano. Diante de um cenário descrito por parte de petistas como um "zigue-zague" de possíveis candidaturas, o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, também chegou a ser considerado, mas a indicação não foi para a frente.
Diante de uma tentativa de construir uma candidatura própria ao governo, defendida pela bancada do partido no Congresso Nacional, atualmente também são ventilados os nomes dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG).
Além disso, foram colocadas na mesa as hipóteses de composição com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de BH, com Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito da capital mineira, ou com Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas. Por fora, a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart também se coloca à disposição para representar o partido nas urnas em outubro.
- Dilma Rousseff
- Edinho Silva
- Rodrigo Pacheco