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STF determina que senadora preste mais informações sobre denúncia de estupro de vulnerável envolvendo vice de Flávio Bolsonaro

STF determina que senadora preste mais informações sobre denúncia de estupro de vulnerável envolvendo vice de Flávio Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) preste mais informações à Corte sobre a suspeita apresentada por ela à Polícia Federal de um suposto caso de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Gaspar não se manifestou sobre o caso nesta semana, mas em ocasiões anteriores negou ter cometido crime e disse estar à disposição para um exame de DNA.

Soraya terá 15 dias para fornecer elementos que ajudem a identificar autores de mensagens que constam dos autos e dados sobre ligações telefônicas. O caso em análise na Corte veio à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Adversários do parlamentar na comissão, Soraya e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram a PF pedindo a apuração informando que tiveram acesso a “fatos graves”.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro defendeu Gaspar e cobrou investigação célere para comprovar que houve falsas denúncias. A equipe afirmou que Soraya e Lindbergh fizeram uma acusação “sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima” e atribuiu a iniciativa a uma tentativa de desviar o foco do relatório da CPI do INSS. "Soraya e Lindbergh têm agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa", diz a manifestação (Leia a íntegra no final da reportagem).

A Polícia Federal, por sua vez, ingressou no Supremo em abril requisitando a abertura formal de uma investigação. A Corte determinou a manifestação da PGR, que solicitou diligências adicionais antes de oficializar se vai pedir ou não a abertura do inquérito.

Na representação apresentada à PF, os parlamentares afirmaram que receberam documentos relatando o estupro de uma menina que, na ocasião, tinha 13 anos, engravidou e teve um filho. O caso teria ocorrido há oito anos. Os denunciantes não apresentaram provas alegando que era necessário preservar a criança e a mãe. Gilmar determinou agora que Soraya apresente dados sobre a criança, como nome, data e local de nascimento, dentre outras informações.

Depois das acusações, Gaspar entrou com processos no Supremo contra Lindbergh e Soraya. O deputado do PL afirmou na ocasião que disponibilizou seu material genético para fazer um exame de DNA quando necessário. Ele também divulgou um vídeo em que uma mulher nega ser filha dele e diz que o pai é um primo do deputado.

“As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade”, disse Gaspar em nota na ocasião.

O que diz a campanha de Flávio

O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke lançaram uma acusação mentirosa e de extrema gravidade contra o deputado Alfredo Gaspar sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima.

A acusação foi jogada ao ar com o intuito único de tumultuar o momento em que o relatório da Comissão da CPMI do INSS apontava o indiciamento e o pedido de prisão de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e de outros integrantes do governo Lula, em uma tentativa deliberada de tirar o foco das graves conclusões de descontos criminosos de aposentados.

Alfredo Gaspar é inocente e acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke pelos crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

Soraya e Lindberg tem agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa. E a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal arquivarem todos os pedidos de forma urgente, que só serve para oposicionistas atacarem a reputação do deputado que já provou não ter nenhuma relação com a denúncia leviana.

  • Flávio Bolsonaro