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STM deve rejeitar pedido de Bolsonaro para afastar ministro de julgamento sobre perda de patente militar

STM deve rejeitar pedido de Bolsonaro para afastar ministro de julgamento sobre perda de patente militar

O Superior Tribunal Militar (STM) deve rejeitar, nesta quarta-feira, um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que busca afastar o ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo do processo que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado do Exército.

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A expectativa entre integrantes da Corte militar é que o plenário mantenha, por ampla maioria, a decisão da presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, que em março já havia negado a arguição de suspeição apresentada pelos advogados do ex-presidente.

O caso será analisado no âmbito de um agravo interno incluído na pauta da sessão que tratará de uma série de processos relacionados à declaração de indignidade e incompatibilidade para o oficialato — mecanismo previsto na legislação militar para avaliar se oficiais condenados definitivamente mantêm os requisitos éticos e morais necessários para permanecer nos quadros das Forças Armadas.

A defesa de Bolsonaro sustenta que Joseli Parente não teria a imparcialidade necessária para atuar no caso. Os advogados apontam entrevistas concedidas pelo ministro em 2023, nas quais ele defendeu a punição de militares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, como fundamento para o pedido de afastamento.

No STM, entretanto, a avaliação predominante é que os argumentos apresentados não encontram respaldo legal suficiente para justificar a suspeição do magistrado. A tendência é que o plenário referende a decisão já tomada pela presidente da Corte.

A discussão ocorre em meio ao avanço das ações que podem levar à perda do posto e da patente de oficiais condenados por participação na tentativa de golpe de Estado. Caso venha a ser declarado indigno para o oficialato ao final do processo principal, Bolsonaro perderá formalmente a condição de capitão reformado e as prerrogativas associadas à patente militar.

Além do recurso de Bolsonaro, o STM analisará na mesma sessão outros processos envolvendo a permanência de militares nos quadros das Forças Armadas. Entre eles está um recurso apresentado pela defesa do almirante de esquadra da reserva Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha. O julgamento discutirá a possibilidade e os limites da produção de provas em ação que também pode resultar em declaração de indignidade ou incompatibilidade para o oficialato.

Nesses processos, o STM não reavalia condenações criminais já definitivas, mas examina se as condutas atribuídas aos militares são compatíveis com a honra e o decoro exigidos dos oficiais das Forças Armadas.

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