A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga o ataque a tiros que atingiu o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL-RN) e matou o assessor do parlamentar, Alyson Diego de Oliveira Morais, de 37 anos. Dois suspeitos de envolvimento no crime tiveram as prisões preventivas decretadas nesta quinta-feira.
Após o ataque, que aconteceu em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enquanto o vereador fazia uma live nas redes sociais, os suspeitos fugiram de carro. O veículo apresentou problemas mecânicos, e os bandidos precisaram se esconder dentro uma área de mata. Na terça-feira, pela manhã, eles invadiram uma residência, roubaram um carro e sequestraram um dos moradores.
"A vítima foi mantida sob grave ameaça, com a cabeça coberta, no banco traseiro do veículo, sendo libertada posteriormente nas proximidades do distrito da Maísa, em Mossoró", descreve a polícia.
Presos na terça-feira, os dois suspeitos foram identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas. Eles foram abordados por equipes da Polícia Militar do Ceará na CE-040, no município de Beberibe. A dupla estava em um táxi vindo do Mossoró. Segundo as autoridades, no momento da abordagem, um dos investigados tentou destruir um aparelho celular.
Segundo a Inter TV, um terceiro suspeito chegou a ser preso na quarta-feira, apontado como motorista do carro de onde partiaram os disparos. Ele, no entanto, foi solto após se verificar que não havia elementos que comprovassem o envolvimento dele no crime.
Na manhã de quinta-feira, agentes da PM-RN encontraram um esconderijo utilizado pelos investigados no bairro Maísa, em Mossoró. No local, foram encontrados um fuzil e uma pistola, além de munições.
Os disparos contra o vereador e o assessor foram feitos por volta de 22h de segunda-feira. O vereador fazia uma transmissão ao vivo do lado de fora de uma UPA, quando o ataque aconteceu. Um veículo passou pelo local, e os ocupantes atiraram diversas vezes.
Tanto Deyvison quanto Alyson Morais chegaram a serem socorridos. O assessor, no entanto, não resistiu aos ferimentos. O vereador ficou internado no Hospital da PM em Mossoró. Nesta quinta-feira, ele recebeu alta hospitalar.
O crime repercutiu entre políticos do PL. Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro disse que o caso reforça a necessidade de classificar facções como organizações terroristas. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) cobrou uma resposta das autoridades, e citou o fato do político ser policial. "As circunstâncias do ataque, a ousadia dos autores e as suspeitas de envolvimento de integrantes de facções criminosas do Ceará exigem resposta imediata, rigorosa e sem concessões por parte das autoridades', postou.
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do RN, Álvaro Dias, fez uma publicação ao lado do vereador e pedindo providências sobre o caso. "Essa tentativa de execução ocorrida em Mossoró exige uma resposta firme e imediata das autoridades", disse em vídeo no Instagram.