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Tarcísio minimiza queda de aprovação da gestão e diz que pesquisa aponta momento

Tarcísio minimiza queda de aprovação da gestão e diz que pesquisa aponta momento

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou a queda de seis pontos percentuais nos índices de aprovação de seu governo. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) a avaliação positiva de sua gestão caiu de 60%, em agosto de 2025, para 54% no levantamento de agora.

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Para o governador, os números registram apenas um momento específico da gestão e que ainda não está focando na eleição.

— Pesquisas sempre são fotografia do momento. Vou lembrar de duas pesquisas que saíram recentemente, esses números acabam variando muito. A última, a Paraná, deu 64% de aprovação. A da Vox, que saiu no final de semana, 68%. Essa veio com 54%. Enfim, não importa. O que importa para nós é saber que nós precisamos trabalhar muito. Então, nós não estamos com chave de eleição virada ainda. Quem tem acompanhado o nosso trabalho, as nossas agendas, sabe disso. A gente está preocupado em resolver problemas, enfrentar as questões. São reuniões o tempo todo para tratar a questão de cronograma de entrega, para resolver questões relacionadas à saúde, à segurança pública — disse Tarcísio.

Um dos motivos para a queda na aprovação do governador, segundo a Quaest, é o aumento da rejeição do público feminino. De acordo com a pesquisa, 48% das eleitoras paulistas aprovam sua gestão, patamar que era de 57% há oito meses. Entre os homens, a avaliação caiu numericamente, mas dentro da margem de erro em comparação com o levantamento anterior (foi de 63% para 61%).

Para o governador, os dados requerem uma melhoria contínua das políticas de sua gestão.

– Quando você analisa números, analisa como um todo. Então, obviamente, você vê as aprovações por camadas e você pensa se a mensagem do governo está chegando em todo mundo, como é que ela tem que chegar, se está faltando alguma coisa, se a gente pode melhorar o resultado. A pesquisa sempre é uma fonte de melhoria contínua. A gente tem que pegar, absorver, tentar entender e, obviamente, desenhar ações para melhorar a performance onde a gente não está indo bem, sempre naquela ideia de melhoria contínua, sempre na ideia de reformular o processo, sempre na ideia de prestar o melhor serviço para o cidadão. Acho que, se o cidadão for bem atendido na ponta, a pesquisa depois vai ser consequência – concluiu.

O governador também comentou as pesquisas da Quaest para o Senado, em que os pré-candidatos da direita aparecem atrás dos da esquerda, como Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele afirmou que o eleitor ainda não está "conectado na eleição do Senado" porque os candidatos ainda não estão definidos.

Na esquerda, o nome de Tebet é o mais consolidado, mas a segunda vaga ainda está em discussão, com França e Marina como os mais cotados. A decisão final caberá a Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo. Já na direita, o ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) é um dos nomes já definidos, enquanto o segundo nome ainda passará pelo crivo do PL, especialmente do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

— (A eleição ao Senado) vai ganhar mais significado a partir do momento que o jogo estiver definido. Quem, de fato, são os candidatos? Nem no campo da esquerda está definido. A gente tem já uma clareza da candidatura da Tebet, mas não sabe quem vai ser a outra vaga. Da mesma forma que a gente tem a clareza da candidatura do Derrite, mas não sabe ainda quem vai ser o outro candidato, a gente está esperando uma definição do PL. Vai ser importante, obviamente, a opinião do Eduardo, do presidente Bolsonaro. E aí, a partir do momento que essas candidaturas forem definidas, que o jogo estiver na mesa, se inicia um trabalho de convencimento. E esse trabalho, obviamente, vai ser feito — afirmou Tarcísio.

Conforme mostrou o GLOBO, o deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deve ser anunciado como pré-candidato ao Senado na próxima semana. Prado foi até os Estados Unidos na semana passada para se encontrar pessoalmente com Eduardo, e tentar convencê-lo a apoiar seu nome. O parlamentar quer se colocar como alguém "menos ideológico", que poderá dialogar com representantes da direita e da centro-direita. Sua candidatura também tem respaldo do governador, que vem defendendo, há meses, um nome menos radical para ser fazer frente aos nomes da esquerda.

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