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Valdemar faz nova tentativa por Tereza Cristina, mas senadora descarta ser vice de Flávio em reunião com presidente do PL

Valdemar faz nova tentativa por Tereza Cristina, mas senadora descarta ser vice de Flávio em reunião com presidente do PL

Faltando quatro dias para a convenção nacional que oficializará a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, fez nesta terça-feira uma nova tentativa de convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a integrar a chapa como candidata a vice.

Em uma reunião realizada pela manhã, em Brasília, o dirigente voltou a defender a aliada como o melhor nome para a composição, mas ouviu da ex-ministra da Agricultura que ela continuará dedicada ao projeto de disputar a presidência do Senado em 2027 e, por isso, não pretende entrar na corrida ao Palácio do Planalto

Valdemar confirmou a reunião e disse que Tereza não será vice de Flávio. Procurada, a senadora não se manifestou.

— Não convidei para ser vice. Ela (Tereza Cristina) me disse que deseja ser candidata a presidência do Senado — disse Valdemar ao GLOBO.

A conversa ocorreu em um momento em que a campanha tenta destravar a definição da chapa presidencial. Embora a convenção esteja marcada para sábado, a tendência é que Flávio seja oficializado sem vice, já que as negociações com partidos aliados seguem indefinidas e o PL não conseguiu fechar um acordo em torno de um nome de consenso.

Tereza era tratada por Valdemar como a opção ideal para ocupar a vaga. O presidente do PL defendia que a senadora reunia características difíceis de encontrar em outro nome: trânsito entre lideranças do Centrão, forte ligação com o agronegócio, baixa rejeição e potencial para ampliar o alcance eleitoral de Flávio entre mulheres e eleitores moderados.

Essa não foi a primeira tentativa do dirigente. Desde o início das articulações para a eleição presidencial, Valdemar vinha insistindo para que a ex-ministra aceitasse discutir a composição. Em todas as conversas, porém, ouviu a mesma resposta: Tereza não pretendia abrir mão da construção de sua candidatura ao comando do Senado.

A negativa obriga o PL a concentrar as negociações em outras alternativas. A principal delas continua sendo a administradora Daniella Marques, filiada ao Republicanos neste ano. Sua indicação, entretanto, depende do avanço das conversas entre os dois partidos, que ainda enfrentam impasses na montagem dos palanques estaduais, e enfrenta resistências dentro do próprio PL. Na semana passada, Valdemar firmou que a economista reúne qualidades técnicas, mas não agregaria votos suficientes à chapa presidencial.

— O problema dela é que ela não tem voto, mas tem uma imagem muito boa, uma pessoa muito competente. Precisamos de voto, isso é que vai ser a guerra. Depende do que eles decidirem. O que decidirem está decidido — afirmou.

Nos bastidores do PL, a avaliação é que a federação União-PP tende a declarar neutralidade e, por isso, outras opções dentro dessas legendas perderam força. Antes, eram citadas as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE).