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Zema diz que Renan Santos age como 'metralhadora giratória' por falta de experiência na gestão pública

Zema diz que Renan Santos age como 'metralhadora giratória' por falta de experiência na gestão pública

Pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema criticou o adversário do Missão na disputa, Renan Santos, pela falta de experiência na gestão pública. Na sabatina "No Osso", promovida pelo grupo Derrubando Muros, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que falta ao fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) "histórico de entrega" e que, por isso, ele age como uma "metralhadora giratória", com críticas aos governantes e à classe política.

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O candidato do Missão é, até agora, o único fora da polarização Lula (PT)-Flávio Bolsonaro (PL) que cresceu nas pesquisas. É o outsider que vem dando certo e um fenômeno da internet, conforme analisa a newsletter de Thomas Traumann. Na sabatina desta segunda-feira, Zema descartou formar uma chapa com outro postulante à terceira via, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), e disse tratar com naturalidade a ascensão de Renan Santos.

— Como ele não teve experiência na gestão pública, sai dando tiro como uma metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos — destacou Zema, empresário eleito pela primeira vez para cargo público em 2018, também sem experiência prévia no segmento. — Se um dia ele estiver do outro lado do balcão, com certeza as coisas mudam.

Empatado no terceiro lugar com o líder do MBL em sondagens recentes de intenção de voto ao Planalto, Zema acrescentou que, numa democracia, "todos têm direito de ser candidatos". Mas ponderou que "algumas pesquisas" nas quais o pré-candidato do Missão tem se destacado "são feitas pela internet, o que é diferente da amostra da população brasileira".

O ex-governador de Minas Gerais também defendeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso pela participação na trama golpista. Para Zema, a condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) foi "política". Questionado sobre os impactos de uma libertação de Bolsonaro para a percepção internacional quanto à segurança jurídica no país, o mineiro admitiu mudar de opinião.

— Talvez deveríamos ter um rejulgamento, com pessoas mais isentas — disse ele, que ainda prometeu passar o "facão" nos gastos públicos e tentar, com reformas, levar a taxa de juros a "algo como 6,5%".

Renan critica Zema e Nikolas

No sábado, Renan Santos viajou a Belo Horizonte (MG) para participar de um congresso do MBL. Na ocasião, disse que Romeu Zema nunca foi um outsider e vive hoje uma crise de identidade partidária em meio a embates com diretórios estaduais do Novo.

— Eu acho que o Zema se encaixava no velho Partido Novo, e ele hoje está perdido no novo Partido Novo. Para aquele velho Partido Novo, o Zema fez sentido. Ele era um empresário de fora da política, mas ele não era fora do sistema aqui em Minas. É um cara da elite aqui de Minas e não tem nenhuma crítica nisso. É um cara de elite normal, bem situado, bem posicionado, amigo das pessoas certas. Ele ganhou a eleição, e o grupo econômico ligado a ele também se deu muito bem — disse.

As principais críticas de Renan Santos, porém, se voltaram contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com quem se comparou.

— A diferença é de QI e caráter. O Nikolas é uma pessoa simplória e fingida. O Nikolas é uma pessoa falsa, é um influencer. Eu sou um político bom — afirmou, em declarações reproduzidas pelo jornal mineiro O Tempo.

Santos disse, ainda, que falta a Nikolas a capacidade de articulação política. O deputado federal é "um samba de uma nota só", que "não entrega nada", e atua mais como um "influencer", segundo ele.

— O que o Nikolas pensa sobre previdência no Brasil? ‘Cuidado com a esquerda’. O que o Nikolas pensa sobre saúde? ‘A esquerda está vindo aí’. O que o Nikolas pensa sobre educação? Pensa nada. Então, assim, ele tem uma fórmula malandra, ele é um influencer de política — analisou. — Esses caras não foram forjados para governar, eles foram forjados para gravar vídeos. E são ótimos gravadores de vídeo. Então, tem uma diferença muito clara, porque é muito mais fácil eu aprender a gravar um vídeo do que ele aprender a montar um partido político.

Em entrevista à imprensa, em Belo Horizonte, Renan Santos indicou que pretender chegar aos 10% de intenções de voto, mirando em quem votou nulo ou quer fugir da polarização, antes de "buscar" os eleitores de Flávio Bolsonaro. O senador, segundo o pré-candidato do Missão, "largou com uma candidatura defensiva", para manter o legado do pai, e vive desgastes da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e as investigações sobre o financiamento do filme "Dark Horse".

— Eu preciso chegar em 10%, porque desde abril eu já estou consolidado na frente deles [Zema e Caiado]. A Copa do Mundo atrapalha um pouco isso, porque ela faz com que o volume do conteúdo político diminua a um quinto do que é, então as pessoas saem do debate. Mas largar em 10%, dois dígitos, é uma estratégia para eu buscar o Flávio — afirmou ele.

Renan Santos tenta reduzir o desconhecimento nacional em torno de seu nome, mas rechaçou se classificar como um outsider.

— O antissistema sempre tem uma tentativa, tudo que o antissistema faz é ter uma tentativa e ele gasta tudo em uma tentativa. Nós não somos um partido de uma tentativa — disse. — Não é uma surpresa, não somos um Cabo Verde que achou um gol [seleção-sensação da Copa 2026]. Estamos estruturados e vamos "disputar muitas Copas" e com chance de ganhar.